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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Investigadora do Porto cria baterias mais seguras e duradouras

O grupo da Marta Faustino, da Inês  Agostinho e da Ana Tomescu  está, no seu trabalho de investigação, a desenvolver a temática “Química e a indústria” e selecionaram uma notícia que divulga o trabalho desenvolvido por uma investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto sobre uma bateria sólida mais segura do que as "tradicionais", evitando curto-circuitos e explosões, capaz de armazenar mais energia, "não poluente" e produzida com materiais ecológicos.

Data da notícia 11/05/2017

Uma investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto desenvolveu uma bateria sólida mais segura do que as "tradicionais", evitando curto-circuitos e explosões, capaz de armazenar mais energia, "não poluente" e produzida com materiais ecológicos.

Esta inovação surge "da necessidade de se fazerem baterias seguras, sem eletrólito (substância que se dissolve para originar uma solução que conduz eletricidade) inflamável, que é, atualmente, utilizado nas baterias de ião lítio", disse à Lusa a investigadora do Departamento de Engenharia Física da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Maria Helena Braga, responsável pela investigação.

Estas baterias agora desenvolvidas, para além dos elétrodos sólidos, encontrados também nas baterias de ião de lítio, têm um eletrólito em vidro, que impede a formação de dendritos (curto-circuitos internos).

De acordo com a investigadora, nas baterias de ião de lítio, os dendritos "crescem como lanças", atravessando o separador que divide os dois elétrodos sólidos e fazendo um curto-circuito que vai aquecer a bateria levando, eventualmente, à sua explosão.

Estas baterias agora desenvolvidas, para além dos elétrodos sólidos, encontrados também nas baterias de ião de lítio, têm um eletrólito em vidro, que impede a formação de dendritos (curto-circuitos internos).

Tem ainda a vantagem de poder operar em temperaturas muito baixas, outro benefício relativamente às baterias de lítio atuais.

Maria Helena Braga, 45 anos, publicou pela primeira vez sobre a tecnologia de eletrólitos de vidro em 2014, quando desenvolvia investigação na FEUP, tendo recebido, nessa altura, um contacto do investigador norte-americano da Universidade do Texas (Austin, Estados Unidos), Andy Murchison, que conhecia bem John Goodenough, o inventor das baterias de iões de lítio, com o qual foi "desafiada" a trabalhar.

"Durante um ano vim muitas vezes a UT-Austin e, em fevereiro de 2016, pedi equiparação a bolseiro para fazer trabalho em baterias com lítio-metálico que não podia fazer na FEUP", referiu, acrescentando que, até julho, o objetivo "é aproveitar" esta estada nos EUA e a "possibilidade de trabalhar de perto com tecnologia e equipamento de ponta".

Segundo a investigadora, as razões que a levaram a desenvolver este projeto em Austin devem-se ao facto de, na altura em que foi iniciado, não ter um laboratório na FEUP nem uma caixa de luvas com as quais pudesse trabalhar em atmosfera de gás inerte, com metais como o lítio e o sódio, que são "muito reativos ao ar".

A investigação, iniciada em 2013, conta, atualmente, com a colaboração dos investigadores Joana Espain, do Departamento de Engenharia Física da FEUP, e com o Jorge Ferreira, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

Segundo um comunicado divulgado recentemente pela Universidade do Texas, apesar de os anúncios sobre novas tecnologias de baterias serem frequentes, esta investigação está a ser vista como muito sólida e a tecnologia anunciada tem fortes possibilidades de ser industrializada rapidamente.

A especialista, que vai continuar este projeto quando regressar a Portugal, é formada em Física do Estado Sólido e Ciências dos Materiais, doutorada em Engenharia Metalúrgica e Materiais, na Universidade do Porto, e professora auxiliar no Departamento de Engenharia Física da Universidade do Porto, desde 2002.

Entre 2008 e 2011 trabalhou nos "Los Alamos National Laboratory", nos Estados Unidos, tendo, até à data, nove patentes e mais de 40 artigos publicados em revistas internacionais.
 John Goodenough, considerado o pai das baterias de iões de lítio e Maria Helena Braga, investigadora da FEUP

domingo, 31 de dezembro de 2017

As reações oxidação redução no envelhecimento...

A pedido de várias "famílias", o nosso grupo de trabalho pesquisou sobre este tema que ao que parece só ainda existem teorias. Aqui fica a nossa pesquisa:

Teoria dos Radicais Livres


Atualmente esta é uma das melhores teorias que explica o envelhecimento.
A teoria dos Radicais Livres propõe que as células envelhecem em consequência de danos acumulados devido às reações químicas, mais propriamente as reações de oxidação-redução, que ocorrem no interior das células. Durante estas reações, são produzidos radicais livres.
Os radicais livres são átomos ou moléculas que possuem pelo menos um eletrão desemparelhado nas suas orbitais externas. Isso permite a transferência de eletrões com moléculas vizinhas. Radicais Livres são assim, substâncias tóxicas que possuem número ímpar de eletrões e que por isso procuram ligar-se a outras moléculas para emparelhar o seu electrão livre, acabando por danificar as células. Desta forma, os radicais livres oxidam praticamente tudo, possuindo também a capacidade de gerar novos radicais livres. Nessa busca desenfreada por novos parceiros os radicais livres destroem enzimas e atacam células, causando nelas sérios danos estruturais cuja consequência será o mau funcionamento e morte.
Uma vez que os radicais livres resultam de um processo de oxidação, fornecer ao organismo anti oxidantes é a melhor forma de atenuar o efeito dos radicais.
Esta teoria é assegurada pelas inúmeras evidências científicas de que os radicais livres estão envolvidos em praticamente todas as doenças típicas da idade.



http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0097.pdf

Aproveitamos também para nos despedir do blog com esta última publicação, e para entregar a "pasta" ao próximo grupo de trabalho que aí vem. Adeus e tenham um ótimo ano 2018, e não se esqueçam de passar aqui pelo blog, para dar alguma química à vossa vida.

Catarina Guerreiro
Iúri Silva
Raquel Reis

12ºN1