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terça-feira, 17 de abril de 2018

Novo ataque químico na Síria




O ataque químico ocorreu no sábado, dia 8 de abril, e atingiu a cidade de Duma, em Guta Oriental, na Síria. De acordo com a OMS, pelo menos 500 pessoas foram afetadas e dezenas morreram, 49 mortos cita um comunicado conjunto divulgado pela Sociedade Médica Sírio-Americana (SAMS, na sigla em inglês) e a Defesa Civil síria (ONG, mais conhecida como Capacetes Brancos).
A ação foi atribuída pelo grupo rebelde sírio Jaish al-Islam ao regime de Bashar Al-Assad. Também os EUA, a França e o Reino Unido acusam o governo sírio de ser o responsável pelo ataque, o que Assad e a aliada Rússia negam.
justoSegundo a BBC, o ataque ocorreu por meio de uma suposta bomba-barril disparada por um helicóptero e contendo gás Sarín, um agente tóxico que afeta o sistema nervoso. Esta afirmação é corroborada por uma porta-voz da Union of Medical Relief Organizations, ONG americana que atua em hospitais sírios, que afirmou que há relatos de pessoas com convulsões e boca espumando, sintomas consistentes com a exposição a gás nervoso. 
Já não é a primeira vez que este gás é usado na Síria, há um ano, em 2017, também foi utilizado num ataque químico na província de Idlib e em 2013 em Ghouta, que deixou entre 350 e 1.500 mortos, denunciaram organismos internacionais.  

Gás Sarin


·                           O que é?
justo
           O gás Sarín é um gás altamente tóxico, pertencente ao grupo dos organofosforados, cuja fórmula molecular é C4H10PFO2. Esse gás é encontrado na forma líquida, como um líquido claro, incolor e insípido, ou em vapor, que possui um odor adocicado. O seu ponto de fusão é de -57°C, o ponto de ebulição de 147°C e a densidade 1,089 g/mL. A sua ação depende do pH do meio onde ele se encontra, ou seja, em pH ácido, entre 2 e 8 esse gás é altamente potente. Assim, pode-se neutralizar os seus efeitos utilizando soluções alcalinas de carbonato de sódio (Na2CO3), de hidróxido de sódio (NaOH) ou de hidróxido de potássio (KOH).
justo
Estrutura química do gás Sarín
Foi descoberto acidentalmente em 1936 por Gerhard Scharader, químico alemão, durante uma síntese de defensivos agrícolas.  O gás Sarín fez parte de uma classe de armas químicas desenvolvidas durante a Segunda Guerra Mundial.
Por ser um gás perigoso não há divulgação de sua síntese, pois, se isso acontecer poderá ser fabricado e utilizado de forma inadequada.

·                            Como atua?
Quando entra no organismo, através dos olhos, da pele, e também pela ingestão ou inalação, este atua no sistema nervoso central impedindo o funcionamento da enzima acetilcolinesterase, enzima responsável por evitar a acumulação de acetilcolina, um neurotransmissor que transmite impulsos nervosos ao organismo (ação essencial na comunicação entre neurónios).
Assim, o gás Sarín ao inibir a ação da enzima acetilcolinesterase, vai provocar a acumulação da acetilcolina no organismo, que em excesso faz com que os neurónios morram em poucos segundos após a exposição, um processo que normalmente demora vários anos. Em concentrações de 200 mg de sarín/m³, age muito rápido no organismo causando a morte em poucos minutos. Por isso, o tratamento com um antídoto deve ser feito o mais rápido possível, para diminuir o risco de morte.


·                           Quais os seus sintomas?
−     Coriza (inflamação das fossas nasais, que é caracterizada por um corrimento nasal) e olhos aguados;
−        Pupilas pequenas e contraídas;
−        Dor nos olhos e visão turva;
−        Excesso de transpiração;
−        Sensação de aperto no peito e tosse;
−        Náuseas, vómitos e diarreia;
−        Dor de cabeça, tonturas ou confusão;
−        Fraqueza em todo o corpo;
−        Alteração do batimento cardíaco.
Estes sintomas podem surgir em poucos segundos após respirar o gás Sarin ou em alguns minutos ou horas, se o contato acontecer pela pele ou pela ingestão da substância na água, por exemplo.
Nos casos mais graves, em que existe um contato muito prolongado, podem surgir efeitos mais intensos como desmaio, convulsões, paralisia ou parada respiratória.

·                           O que fazer em caso de exposição?
Quando existe uma suspeita de se ter entrado em contato com o gás Sarín ou existe risco de estar em um local afetado por um ataque com este gás, é aconselhado sair o mais rapidamente da área e ir imediatamente para um local com ar fresco. Se possível, deve-se preferir um local alto, pois o gás Sarín é pesado e apresenta tendência para ficar mais perto do solo.
justoTambém é recomendado retirar toda a roupa, devendo-se cortar camisetas, uma vez que passá-las por cima da cabeça, aumenta o risco de respirar a substância. Além disso, deve-se lavar todo o corpo com água e sabão e passar água nos olhos durante 10 a 15 minutos. Nunca fazer respiração boca a boca na vítima. Depois destes cuidados, deve-se ir rapidamente ao hospital ou chamar ajuda médica.


·                           Qual é o tratamento?
O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível e pode ser feito com o uso de dois remédios que são um antídoto para a substância:
  • Prolidoxima: destrói a ligação do gás aos recetores nos neurónios, terminando sua ação.
  • justo
    Estrutura química da prolidoxima
  • Atropina: impede que a acetilcolina em excesso se ligue aos recetores dos neurónios, contrariando o efeito do gás.

justo
Estrutura química da atropina
Estes dois medicamentos podem ser dados no hospital diretamente na veia e, por isso, é que, caso exista suspeita de exposição ao gás Sarin, é aconselhado ir imediatamente ao hospital.

·                          Por que é difícil provar a utilização do seu uso?
De acordo com a especialista em biossegurança Sean Kaufman, do Centro da Universidade de Emory, a sua capacidade de se dispersar rapidamente torna difícil a deteção do gás. Para se obter uma boa evidência de que o gás Sarín foi utilizado, os investigadores precisam de estar no local, colher amostras de sangue ou de cabelo diretamente das áreas afetadas pelo agente químico.
                     Infelizmente, este gás está na mão de pessoas com más intenções, que o utilizam como arma química, acabando por matar e prejudicar a saúde de muitas pessoas que que nem sequer estão envolvidas na guerra. Esta é uma realidade horrível dos dias de hoje e é por isso que estar informado sobre esta gás, já causador de tantas mortes, é tão importante.

Cátia Costa nº 7
Melissa Almeida nº 20
Sara Silva nº 26
12º N1

Fontes:
https://www.infoescola.com/compostos-quimicos/gas-sarin/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/ataque-quimico-na-siria-deixa-dezenas-de-mortos-dizem-ongs-governo-assad-nega-autoria.ghtml
 https://www.tuasaude.com/efeitos-do-gas-sarin/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/oms-diz-que-500-pessoas-apresentaram-sintomas-de-um-ataque-quimico-em-guta-na-siria.ghtml
https://oglobo.globo.com/mundo/ataque-quimico-na-siria-que-o-gas-sarin-21170440
http://www.intertox.com.br/arma-quimica-sarin

quinta-feira, 29 de março de 2018

Notícia: Crescimento da Tabela Periódica

 A Tabela Periódica é uma disposição sistemática dos elementos químicos, na forma de tabela, ordenados pelos seus números atómicos, configuração eletrónica e recorrência das propriedades periódicas.
 Este ordenamento mostra tendências periódicas, por exemplo elementos com comportamentos similares no mesmo período.
 Os 118 elementos químicos conhecidos, até agora, organizam-se em 18 grupos (colunas verticais), 7 períodos  (linhas horizontais) e 4 blocos, de acordo com a informação extraída a partir da sua configuração eletrónica.

 Esta organização foi possível, em grande porte, pela contribuição de um cientista do século XIX, Dmitri Mendeleev, que organizou os elementos até então conhecidos por ordem crescente das suas massas atómicas, organizados em 8 colunas e 12 linhas.

A partir daí essa tabela foi crescendo até tomar o aspeto dos dias de hoje:
 Mas, nos dias de hoje, esta tabela está totalmente preenchida, graças à descoberta dos últimos 4 elementos em 2015: ununtrium (Uut ou elemento 113), ununpentium (Uup, 115), ununseptium (Uus, 117) e ununoctium (Uuo, 118). Estes elementos químicos já reconhecidos pela IUPAC (União Internacional da Química Pura Aplicada), desde 1 de dezembro de 2016, passaram a ser identificados como:


Tennessine
Nihonium

Oganesson

Moscovium
Note-se que os nomes apresentados não são a tradução para português, mas sim os nomes segundo a IUPAC.

Então e o que vem a seguir? São estes todos os elementos existentes no universo? Se não, o que acontecerá se forem descobertos ou sintetizados novos elementos?
 As respostas a estas perguntas são simples: claro que existirão mais elementos no universo para além destes e mesmo que não, como todos sabemos, a ciência não é estática por isso possivelmente daqui a uns dias, meses ou anos venham a descobrir ou sintetizar novos elementos.
 Deste modo será necessário aumentar o tamanho da Tabela Periódica acrescentando mais um período.
 Por fim, a conclusão a que queríamos chegar com este artigo é que talvez não seja hoje, nem amanhã mas em breve a Tabela Periódica deichará de ter 7 e passará a ter 8 períodos.

Gheorghe Marijineanu 
Hugo Canteiro 
Luana Placa 
Medina Fistican 
12°N1/N2

Fontes:https://sites.google.com/site/abcdaquimicaei20142/tabela-periodica
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Tabela_periódica
https://br.depositphotos.com/vector-images/ununtrio.html
https://pt.dreamstime.com/ilustração-stock-ícone-do-ununpentium-do-elemento-de-tabela-periódica-image79010057
https://br.depositphotos.com/vector-images/ununoctium.html?3eceabc23e9fade2b049381317bb7777

domingo, 25 de março de 2018

Novo método que estende a validade do fiambre sem comprometer a sua qualidade


Conservação do Fiambre


O grupo do Hugo Canteiro, da Luana Placa, da Medina Fistican e do Gheorghe Marijinenu  está, no seu trabalho de investigação, a desenvolver a temática “Química e a alimentação” e selecionaram uma notícia de 11 abril 2017 que divulga a invenção, de investigadores da Universidade de Coimbra, relacionada com a conservação do fiambre.

Um revestimento comestível que aumenta o prazo de validade do fiambre fatiado e de outros produtos cárneos, sem comprometer a sua qualidade, foi inventado por investigadores da Universidade de Coimbra (UC), anunciou recentemente esta instituição.

O método inédito, que resolve «um problema da indústria alimentar a nível mundial», foi desenvolvido por investigadores do Colling, grupo do Centro de Química da Faculdade de Ciências e da UC (FCTUC), na sequência de um desafio lançado, nesse sentido, pela Primor Charcutaria-Prima, empresa de produtos alimentares, de Vila Nova de Famalicão. O novo revestimento de alimentos, que é comestível, é «produzido à base de polímeros e tensioativos naturais», revela a UC, numa nota enviada à agência Lusa. «Apoiada na lista de polímeros e tensioativos naturais aprovados pela FDA- Food and Drug Administration», a equipa de investigadores, liderada por Filipe Antunes, realizou «um conjunto de complexos estudos» até descobrir «um método inovador de revestimento de alimentos seguro» e «capaz de aumentar a validade dos vários tipos de fiambre fatiado». O fiambre, depois de desembalado, tem atualmente validade de três dias.

Exemplo de um tensioativo

«Tratou-se de um desafio imenso porque foi necessário estudar um vasto leque de variáveis», sublinha Filipe Antunes, citado pela UC. «Começámos por selecionar os polímeros e tensioativos que reunissem as melhores propriedades para o fim pretendido, realizámos misturas e observámos o comportamento dessas combinações, modificámos algumas propriedades, investigámos as concentrações adequadas para obter um revestimento seguro e eficaz, e realizámos sucessivos testes para avaliar a interação dos polímeros e tensioativos com o alimento», explicita o investigador. Além disso, os especialistas, que reproduziram em laboratório as condições, quer dos frigoríficos domésticos, quer dos frigoríficos dos supermercados, efetuaram vários estudos microbiológicos para assegurar «um revestimento antibacteriano e que evite a desidratação e oxidação deste tipo de alimentos, adiando a sua deterioração», salienta Filipe Antunes. O revestimento agora criado é «impercetível aos olhos do consumidor, cumpre as exigências da FDA e pretende aumentar a conservação do fiambre e de outros produtos cárneos após a abertura da embalagem», sintetiza a UC.

Este método inovador, que os seus autores pretendem patentear, «não só resolve um problema da indústria alimentar como também contribui significativamente para a redução do desperdício alimentar», nota Filipe Antunes. O projeto, cujos estudos foram desenvolvidos ao longo de dois anos, foi financiado por fundos comunitários, em cerca de 600 mil euros, através do programa Horizonte 2020.

Fonte: http://www.tecnoalimentar.pt/noticias/ha-um-novo-metodo-que-estende-validade-do-fiambre-sem-comprometer-qualidade/
Imagens : https://paraisodossabores.pt/produto/fiambre-perna-extra/
http://www.quimicalegal.com/tensoativos-o-que-sao/

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Submarinos microscópicos para atacar células doentes

O grupo do Adriano Martins, da  Adriana Gonçalves, da Inês  Cabrita e da Daniela Rodrigues  está, no seu trabalho de investigação, a desenvolver a temática “Química e a medicina” e selecionaram uma notícia que divulga o trabalho desenvolvido por uma investigadora no ramo da nanotecnologia.



Investigadores da Dinamarca estudam a possibilidade de injetar cápsulas minúsculas no corpo para administrar medicamentos

 Leticia Hosta-Rigau, cientista espanhola de 35 anos, lidera a investigação | D.R.

Imagine um submarino microscópico que transporta medicamentos a navegar pela sua corrente sanguínea à procura de células doentes para tratar. O que até há bem pouco tempo parecia ficção científica, ao estilo do filme Viagem Fantástica, pode estar perto de se tornar realidade.

Um grupo de investigadores da Universidade Técnica da Dinamarca, que trabalha na área da nanomedicina (que alia a medicina e a nanotecnologia), está a desenvolver um projeto de cápsulas milimétricas que poderá vir a ter resultados promissores no tratamento de várias doenças.

A equipa de cientistas é liderada por Leticia Hosta-Rigau, uma investigadora, de 35 anos, natural de Barcelona, que recentemente foi galardoada com o prémio Mulheres na Ciência L'Oréal-UNESCO. "Criámos cápsulas, semelhantes a uns minúsculos submarinos, que transportam fármacos no seu interior. Injetam-se e viajam através da corrente sanguínea em busca de células doentes para as tratar", explicou a nanobiotecnologa ao jornal espanhol El Mundo.

Estes minúsculos equipamentos têm a particularidade de estar revestidos por um material que é capaz de detetar as células doentes e que se expressam de uma maneira diferente das células saudáveis. Quando as encontram, diz a publicação espanhola, unem-se às células e são absorvidos através de um processo que se chama endocitose e que permite o transporte de substância do meio extra para o intra celular.

"É lá que o medicamento é libertado", disse Leticia Hosta-Rigau, realçando que todo este processo se encontra em fase de testes. "Estamos a estudar o seu potencial e a ver até onde podemos chegar com eles", disse a investigadora. A linha de investigação que é seguida, explica o El Mundo, faz parte de um ramo da nanomedicina que não se dedica a estudar novosfármacos, mas que se debruça sobre as melhores formas de os dirigir especificamente para determinado local.

Apesar de esta metodologia ter sofrido significativos avanços nos últimos anos, este grupo de quatro investigadores será o primeiro, até ao momento, a produzir cápsulas com compartimentos separados, o que faz que este método seja visto como promissor para o tratamento de várias doenças.

O investigador Samuel Sanchez, natural da Catalunha, também se dedica à criação de nanorobôs capazes de navegar na corrente sanguínea e de administrar medicamentos. No ano passado, o cientista disse ao El País que este método pode vir a ser muito útil para o tratamento do cancro. A vantagem, explicou, é que os fármacos podem ser direcionados para um ponto específico, sem terem de ser libertados em todo o corpo. Entre os vários tipos de nanorobôs, os maiores são do tamanho de uma bactéria ou de uma célula cancerígena. E mil vezes mais finos do que o diâmetro de um fio de cabelo.

Fonte: Diário de Notícias (https://www.dn.pt/sociedade/interior/submarinos-microscopicos-para-atacar-celulas-doentes-5414999.html)
Data de consulta: 12/12/2017

Nobel da Química para as máquinas mais pequenas do mundo

“Bernard Feringa acredita que estas máquinas moleculares poderão vir a estar na origem de robôs (que viajarão até células cancerosas para administrarem medicamentos que as matem) ou de novos materiais (que recebem estímulos químicos para fazerem uma qualquer tarefa), entre muitas outras possibilidades.
(…)
Entretanto, já se produziram “carros” moleculares, elevadores moleculares, sistemas semelhantes aos músculos que se esticam e se contraem e um robô molecular capaz de ligar aminoácidos (os tijolos das proteínas).”

Fonte: Público (https://www.publico.pt/2016/10/05/ciencia/noticia/nobel-da-quimica-1746237) Data de consulta: 12/12/2017


A nanotecnologia é uma criação fantástica da ciência. Associada a esta encontram-se diversas áreas como a medicina. É uma área em ascensão e já há diversos investigadores dedicados aos progressos nanotecnológicos, sendo que os benefícios destes para a civilização são diversos. Na saúde pretende-se substituir determinados exames e tratamentos agressivos por algo realizado a partir de nanomateriais de modo a que os pacientes sofram os menores efeitos secundários possíveis no organismo.


No caso específico do cancro, como a notícia aborda, a quimioterapia (o tratamento mais convencional) não é um tratamento totalmente eficaz e também prejudica fortemente o organismo do paciente comprometendo a sanidade das células que não deveriam ser eliminadas.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Universidades portuguesas: um exemplo de uma boa formação na Química



Adrián M.T. Silva é licenciado em Engenharia Química pela Faculdade de Ciências e Tecnologias na Universidade de Coimbra (1999). Também lá tirou o seu doutoramento em Engenharia Química em abril de 2005. Parte da sua tese foi conduzida no Instituto Nacional de Química da Eslovénia, com a supervisão do Prof.ºJanez Levec. Antes da obtenção do seu doutoramento, foi empregado por uma empresa portuguesa (onde trabalhou de junho de 2004 a abril de 2005). Em setembro de 2006, era um pós-doutorado investigador da U. Coimbra e técnico na U. Crete, na Grécia. Após isto, durante dois períodos distintos trabalhou como investigador auxiliar na U. Porto. 
É co-autor de mais de 400 publicações, incluindo 1 livro, 11 capítulos de livros ou em colectâneas com revisão por pares, mais de 130 publicações em jornais e mais de 250 comunicações em processos de conferência. Para além de muitas outras coisas, junta-se ao seu curriculum o facto de ser co-inventor com um pedido de patente. O seu conhecimento é focado na preparação, caracterização e aplicação de nano e macro estruturação de materiais para separação e engenharia de reação. 
Recebeu o prémio "Premio al Investigador Joven" da Ibero-americana Federação das Sociedades de Catálises em setembro de 2016 e "Prémio Ramôa Ribeiro" da Divisão de Catálise e Materiais Porosos em maio do mesmo ano, de entre um total de 9 prémios.
Foi líder de equipas em 8 nacionais e internacionais projetos de investigação e membro em 10 outos projetos.
Desde junho de 2016 que é um dos editores da revista Elsevier Applied Catalysis B: Environmental (considerada a melhor nas categorias de engenharia e meio ambiente.)

Mas... o que é a catálise?
Catalise é a designação dada para o aumento da velocidade de uma reação com recurso a um catalisador.
Os catalisadores são usados na química, bioquímica e na atividade industrial. 
Na química estes são usados em laboratório para que possam ser estudados de modo a permitirem obter avanços científicos ou para que se possa explicar como se comporta determinado catalisador em determinada reação. Na bioquímica associa-se esse conhecimento químico à biologia e assim se pode explicar, a título de exemplo, a função da saliva na digestão ou do suco gástrico. na atividade industrial, como já seria de esperar, "tempo é dinheiro" e cremos não ser necessário termos de nos alongar quanto a isso.
Existem 2 tipos de catálise relativamente à homogeneidade: a homogénea (onde só se verifica uma fase) e a heterogénea (onde se distinguem as 2 fases)



Fonte: https://lsre-lcm.fe.up.pt/person/35

Adriana Gonçalves
AdrianoMartins
Daniela Rodrigues
Inês Cabrita
12ºN1/N2


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Investigadora do Porto cria baterias mais seguras e duradouras

O grupo da Marta Faustino, da Inês  Agostinho e da Ana Tomescu  está, no seu trabalho de investigação, a desenvolver a temática “Química e a indústria” e selecionaram uma notícia que divulga o trabalho desenvolvido por uma investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto sobre uma bateria sólida mais segura do que as "tradicionais", evitando curto-circuitos e explosões, capaz de armazenar mais energia, "não poluente" e produzida com materiais ecológicos.

Data da notícia 11/05/2017

Uma investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto desenvolveu uma bateria sólida mais segura do que as "tradicionais", evitando curto-circuitos e explosões, capaz de armazenar mais energia, "não poluente" e produzida com materiais ecológicos.

Esta inovação surge "da necessidade de se fazerem baterias seguras, sem eletrólito (substância que se dissolve para originar uma solução que conduz eletricidade) inflamável, que é, atualmente, utilizado nas baterias de ião lítio", disse à Lusa a investigadora do Departamento de Engenharia Física da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Maria Helena Braga, responsável pela investigação.

Estas baterias agora desenvolvidas, para além dos elétrodos sólidos, encontrados também nas baterias de ião de lítio, têm um eletrólito em vidro, que impede a formação de dendritos (curto-circuitos internos).

De acordo com a investigadora, nas baterias de ião de lítio, os dendritos "crescem como lanças", atravessando o separador que divide os dois elétrodos sólidos e fazendo um curto-circuito que vai aquecer a bateria levando, eventualmente, à sua explosão.

Estas baterias agora desenvolvidas, para além dos elétrodos sólidos, encontrados também nas baterias de ião de lítio, têm um eletrólito em vidro, que impede a formação de dendritos (curto-circuitos internos).

Tem ainda a vantagem de poder operar em temperaturas muito baixas, outro benefício relativamente às baterias de lítio atuais.

Maria Helena Braga, 45 anos, publicou pela primeira vez sobre a tecnologia de eletrólitos de vidro em 2014, quando desenvolvia investigação na FEUP, tendo recebido, nessa altura, um contacto do investigador norte-americano da Universidade do Texas (Austin, Estados Unidos), Andy Murchison, que conhecia bem John Goodenough, o inventor das baterias de iões de lítio, com o qual foi "desafiada" a trabalhar.

"Durante um ano vim muitas vezes a UT-Austin e, em fevereiro de 2016, pedi equiparação a bolseiro para fazer trabalho em baterias com lítio-metálico que não podia fazer na FEUP", referiu, acrescentando que, até julho, o objetivo "é aproveitar" esta estada nos EUA e a "possibilidade de trabalhar de perto com tecnologia e equipamento de ponta".

Segundo a investigadora, as razões que a levaram a desenvolver este projeto em Austin devem-se ao facto de, na altura em que foi iniciado, não ter um laboratório na FEUP nem uma caixa de luvas com as quais pudesse trabalhar em atmosfera de gás inerte, com metais como o lítio e o sódio, que são "muito reativos ao ar".

A investigação, iniciada em 2013, conta, atualmente, com a colaboração dos investigadores Joana Espain, do Departamento de Engenharia Física da FEUP, e com o Jorge Ferreira, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

Segundo um comunicado divulgado recentemente pela Universidade do Texas, apesar de os anúncios sobre novas tecnologias de baterias serem frequentes, esta investigação está a ser vista como muito sólida e a tecnologia anunciada tem fortes possibilidades de ser industrializada rapidamente.

A especialista, que vai continuar este projeto quando regressar a Portugal, é formada em Física do Estado Sólido e Ciências dos Materiais, doutorada em Engenharia Metalúrgica e Materiais, na Universidade do Porto, e professora auxiliar no Departamento de Engenharia Física da Universidade do Porto, desde 2002.

Entre 2008 e 2011 trabalhou nos "Los Alamos National Laboratory", nos Estados Unidos, tendo, até à data, nove patentes e mais de 40 artigos publicados em revistas internacionais.
 John Goodenough, considerado o pai das baterias de iões de lítio e Maria Helena Braga, investigadora da FEUP

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Notícia: Cientista português é um dos mais talentosos da Europa



Cientista português na lista dos 21 mais talentosos da Europa

Portugal, apesar de ser um país pequeno, é muito mais do que o turismo, a gastronomia, futebol e fado. Portugal também é um país da ciência!
E uma prova disso mesmo é este jovem, como muitos outros cientistas portugueses. 


Bruno Silva-Santos, 45 anos, do Instituto de Medicina Molecular (Lisboa), foi um dos 21 jovens cientistas eleitos pela Organização Europeia de Biologia Molecular como os mais talentosos da Europa.


Bruno Silva-Santos


A distinção integra-se no EMBO Young Investigator Programme e vai apoiar durante três anos, com 45 mil euros, o trabalho de investigação que o cientista português coordena como diretor da Unidade de Imunologia Molecular do IMM, onde lidera uma equipa de 11 pessoas.
A equipa estuda o desenvolvimento e a função das chamadas células T (que pertencem a um grupo de glóbulos brancos conhecido por linfócitos) nas respostas imunitárias a infecções e tumores, tentando perceber quais são os sinais que estas precisam de receber para desencadear o processo de eliminação das células tumorais ou infectadas por microrganismos.

NOVAS TERAPIAS CONTRA O CANCRO, TUBERCULOSE E MALÁRIA

A meta final desta investigação é contribuir para a conceção de novas estratégias terapêuticas na luta contra o cancro e as infeções crónicas como a tuberculose ou a malária.
"Recebi esta notícia com enorme satisfação. O financiamento é importante, mas este reconhecimento da EMBO abre também à minha equipa o acesso privilegiado a uma série de infraestruturas de investigação, de oportunidades de formação e colaboração científica numa rede notável, com 250 membros", explicou Bruno Silva-Santos ao Expresso.
Bruno destaca ainda o acesso aos Advanced Courses da organização, "que são considerados os melhores cursos a nível europeu", bem como o seu financiamento. E o pagamento pela EMBO das despesas da sua equipa relacionadas como a participação em seminários científicos no estrangeiro.
A EMBO, a que Portugal pertence, é uma organização de cientistas europeus que promove a excelência nas ciências biológicas na Europa, envolvendo várias revistas de prestígio internacional e programas de financiamento à investigação que apoiam anualmente centenas de cientistas.

SEGUNDO PRÉMIO DA EMBO
Em 2006 o cientista já tinha sido galardoado pela EMBO com um Installation Grant de 250 mil euros em cinco anos, para montar um laboratório no IMM. Bruno ficou na altura entre os primeiros classificados de uma lista de 74 candidatos de toda a Europa.
"Ainda estou a usufruir deste prémio até 2011, o que significa que vai haver uma acumulação com o financiamento de 45 mil euros conseguido agora para desenvolvermos o nosso trabalho nesse laboratório", esclarece o jovem investigador, que tem artigos publicados nas revistas Science, Nature e Nature Immunology.
Curiosamente, esta distinção internacional é a quarta atribuída a investigadores do IMM em Novembro. "Estas distinções mostram que estamos na vanguarda da investigação biomédica, reconhecimento que adquire um significado ainda mais relevante nos tempos difíceis que o país atravessa", afirma Maria do Carmo Fonseca, directora executiva do Instituto de Medicina Molecular.

Ana Tomescu
Inês Agostinho
Marta Faustino
12N1/N2
Fonte: http://expresso.sapo.pt/sociedade/cientista-portugues-na-lista-dos-21-mais-talentosos-da-europa=f617974

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Os alunos continuam a superar os desafios colocados pela professora de Química, agora tinham de procurar uma notícia relacionada com o tema que estão a desenvolver nos seus trabalhos de pesquisa.

O grupo da Catarina Guerreiro, do Iúri Silva e da Raquel Reis está a desenvolver a temática “Química e os combustíveis”. Estes alunos selecionaram uma notícia que relata algumas medidas tomadas na Cimeira sobre o clima que se realizou a 12 de dezembro de 2017 em Paris, em que reuniu 50 chefes de estado sem a presença do Presidente norte-americano, Donald Trump, visando a aplicação do Acordo de Paris sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa.
a notícia é esta:

Banco Mundial deixará de financiar exploração de combustíveis fósseis em 2019

Na One Planet Summit, 225 fundos de investimento de todo o mundo juntaram-se para pressionar as 100 empresas mais poluentes a reduzirem as suas emissões.

O Banco Mundial vai deixar de financiar a exploração e a produção de petróleo e de gás, esta é uma das várias as medidas que saíram da cimeira do clima a decorrer nesta terça-feira em Paris. Outra iniciativa foi posta em marcha pelos responsáveis de 225 fundos de investimento de todo o mundo, que vão pressionar as 100 empresas mais poluentes a reduzirem as suas emissões e a avançarem para a transição energética.

As entidades que lançam a iniciativa "Climate Action 100+" gerem activos no valor de 26,3 biliões de dólares (cerca de 22,4 biliões de euros) e apresentaram o seu compromisso durante a Cimeira Um Planeta (One Planet Summit), promovida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron. A cimeira contou com a presença de cerca de 50 chefes de Estado e de Governo, incluindo o primeiro-ministro português António Costa, além do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

A estratégia da "Climate Action 100+" é para os próximos cinco anos e prevê a publicação anual de uma informação com os avanços do grupo de empresas em questão, como a petrolífera francesa Total, a energética espanhola Gas Natural SDG e os fabricantes de automóveis Fiat e Volvo.

No âmbito desta iniciativa, os fundos comprometem-se a trabalhar com as empresas em que investem para garantir que actuam no sentido de minimizar os riscos das alterações climáticas e maximizar as oportunidades trazidas pela transição energética. Segundo indicam num comunicado, as entidades que estão nesta iniciativa pediram aos conselhos executivos daquelas empresas que trabalhem para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e para que, na sua gestão, tenham em consideração estes desafios e oportunidades. As empresas implicadas trabalham principalmente nos sectores do gás, petróleo, energia eléctrica e transportes.

Como explicaram em conferência de imprensa os promotores da iniciativa, aquelas empresas vão saindo da "lista negra" à medida que forem avançando nos objectivos fixados.

Por outro lado, na altura de tomar decisões financeiras, os investidores poderão ter em conta os progressos que essas empresas fizeram. Os fundos de investimento que se juntaram para firmar esta iniciativa asseguram estar a dar mais um passo para o compromisso assumido em 2015 com a adopção do Acordo de Paris, visando conseguir limitar a subida da temperatura média do planeta a dois graus Celsius no final do século.


Banco Mundial quer alinhar com Acordo de Paris

Por outro lado, o Banco Mundial vai deixar de financiar a exploração e produção de petróleo e de gás a partir de 2019. A meta desta decisão é "alinhar pelos objectivos do Acordo de Paris" os financiamentos que disponibiliza aos Estados, explica o Banco Mundial num comunicado.

Quando cada vez mais entidades financeiras avançam com a vontade de se afastarem do carvão, a forma de energia mais poluente, o Banco Mundial é a primeira instituição bancária multilateral a assumir um compromisso sobre a exploração e produção de petróleo e de gás.

No entanto, em algumas "circunstâncias excepcionais", o Banco Mundial poderá continuar a financiar projectos de gás "nos países mais pobres, onde há um benefício claro em termos de acesso à energia", e na condição de que não se contrarie os compromissos assumidos por estes Estados no âmbito do Acordo de Paris.

Em 2016, os financiamentos do Banco Mundial à indústria petrolífera e do gás atingiram cerca de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,4 mil milhões de euros), ou seja, menos de 5% da totalidade dos financiamentos atribuídos nesse ano. A partir do próximo ano, a instituição vai publicar todos os anos as emissões de gases com efeito de estufa dos projectos que financia nos sectores que mais emitem, como a energia, acrescentou.

Com isto pretende também generalizar a contabilização de um preço interno do carbono nos seus investimentos futuros.

Além destas medidas decididas na cimeira de Paris, a Fundação Hewlett anunciou que vai doar 600 milhões de dólares (cerca de 509 milhões de euros) nos próximos cinco anos a organizações sem fins lucrativos que tenham como objectivo a luta contra as alterações climáticas.


Macron pede mobilização "muito mais forte"

O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu nesta terça-feira ser indispensável "uma mobilização muito mais forte" para limitar a subida da temperatura do planeta abaixo dos 2º Celsius, numa entrevista publicada no jornal Le Monde.

"Estamos muito longe do objectivo do Acordo de Paris de conter a subida das temperaturas abaixo do nível dos 2ºC e, se possível, 1,5º. Sem uma mobilização muito mais forte e um choque nos nossos modos de produção e de desenvolvimento, não conseguiremos", afirmou Emmanuel Macron. Os compromissos internacionais "colocam-nos actualmente numa trajectória [que leva] aos 3,5º de aquecimento do planeta", apontou.

O Presidente francês voltou a realçar que o Acordo de Paris "foi fragilizado pela decisão norte-americana de sair", anunciada por Donald Trump em Junho.

"O que vai salvar o clima não são mais as grandes cimeiras diplomáticas, é uma mobilização de todos os dias, é muito mais transparência" e é o conjunto das partes da sociedade, referiu.

Emmanuel Macron apontou que "é exactamente por isso que esta cimeira foi organizada" e explicou que o objectivo é "aliar mensagens de indignação - porque as pessoas estão adormecidas - e um apelo à mobilização, à acção concreta".

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