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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

A química dos cheiros

De onde é que derivam os cheiros?

No dia-a-dia, deparamo-nos com variados cheiros mas não percebemos completamente o porquê de os cheirarmos. Para dar resposta a esta pergunta podemos utilizar a química.

Para sentirmos o cheiro é necessário que haja uma interação entre as moléculas odoríferas e as células olfativas da cavidade nasal. Para que isso aconteça, estas moléculas têm de sair de uma fonte (perfume, comida, etc.) e chegar à nossa cavidade nasal. Assim, estas moléculas têm de apresentar certa volatilidade. É por isso que estas moléculas tendem a ter baixa massa molecular, porque geralmente as moléculas mais leves interagem menos umas com as outras, transformando-se em estado gasoso mais facilmente.


Alguns exemplos de substâncias que causam mau cheiro:


  • Ácido caproico- cheiro de cabra

  • Ácido butírico - cheiro de vómito


  • Ácido valérico - cheiro de "chulé"
  • Piridina - cheiro a peixe podre

  • Geraniol - cheiro a fezes de animais ( C11H20O2 )

Por outro lado, também existem substâncias que originam "bom" cheiro:
  • Vanilina - aroma de baunilha


  • Limoneno - aroma da laranja




  • cinemaldeído - aroma da canela


Sabia que?
A maior parte dos maus odores está relacionada com compostos alcalinos. Assim, podemos utilizar o vinagre para diminuir ou eliminar o mau cheiro. Isto é possível pois o vinagre tem uma quantidade elevada de ácido acético, que reage com os compostos que originam o mau cheiro numa reação de neutralização, dando origem a outros compostos que não têm como característica o mau odor.


Mais uma vez, temos de admitir que a química explica a maior parte das nossas atividades diárias e está constantemente presente no nosso quotidiano, mesmo que não nos apercebamos disso.



Adriana Gonçalves
Adriano Martins
Daniela Rodrigues
Inês Cabrita
12º N1/N2








quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A química nos cosméticos

Sabemos realmente o que estamos a usar no nosso corpo?

A utilização de cosméticos data de há milhões de anos atrás. Consta-se que a rainha egípcia Cleópatra tomava banho em leite, como forma de manter a pele bonita. Acredita-se que esta prática devia funcionar, dado que o ácido láctico promove a remoção das células mortas da pele.


Sabe-se também que na Grécia Antiga, 3 mil anos antes de Cristo, as mulheres usavam pó de carbonato de chumbo ( PbCO3 )para empalidecer o rosto.

                           
Atualmente, a indústria dos cosméticos utiliza uma imensa variedade de químicos, sendo que alguns deles (não todos!!) são prejudiciais ao nosso organismo e a nossa ignorância no assunto previne-nos de os identificar.

Assim, devemos todos ter uma especial atenção à lista de ingredientes dos produtos que utilizamos diariamente e que estão a ser introduzidos na nossa corrente sanguínea.


Com a leitura da lista de ingredientes de certos produtos de cosmética, verificamos a existência de nomes impronunciáveis. Estes compostos são utilizados porque são baratos, fáceis de adquirir e fáceis de diluir.

Os ingredientes utilizados nos cosméticos apresentam diferentes características, como por exemplo, a função de:

  • emulsificantes (tornar os produtos homogéneos) : álcool cetílico e laurilsulfato de sódio


Álcool cetílico



Laurilsulfato de sódio

  • corantes: dióxido de titânio (TiO2) e óxido de zinco (ZnO)
  • emolientes (capacidade de espalhamento e lubrificação do produto): ácidos carboxílicos


Radical dos ácidos carboxílicos
  • espessantes ou controladores de viscosidade: propilenoglicol (ou propano-1,2-diol)


Propilenoglicol

Atualmente, a indústria dos cosméticos tem sofrido uma inovação com a introdução da nanotecnologia.
Exemplos típicos da aplicação da nanotecnologia nos cosméticos são as nanopartículas de dióxido de titânio introduzidas nos protetores solares (para que estes não deem um aspeto de camada branca na pele) ou a utilização de nanopartículas de lípidos sólidos para a libertação lenta da fragrância em perfumes.





Adriana Gonçalves
Adriano Martins
Daniela Rodrigues
Inês Cabrita
12º N1/N2


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Se é natural é bom. Se é químico é mau. Certo? Hum...

“Se é natural é bom. Se é químico é mau. Certo? Hum...

Devemos temer os químicos? A pergunta é pertinente e atual, uma vez que a quimiofobia – um receio exagerado relativamente a produtos químicos ou, num sentido mais lato, à química em geral – aparece disseminada em alguns segmentos da sociedade, em particular entre os adeptos de um estilo de vida “alternativo e natural”. Mas fará sentido uma dicotomia “químico versus natural”? 👍 ou 👎

Na sequência de informação veiculada na internet sobre o monóxido de di-hidrogénio (MDH), um produto químico com características algo assustadoras, várias petições têm circulado para que esta substância seja banida.”
Esta petição foi assinada por vários, de acordo com a notícia, sem se aperceberem que estavam a banir a ÁGUA!!! Porque de facto monóxido de di-hidrogénio não passa de H₂O.

“A pergunta persiste: devemos temer os químicos no geral? A verdade é que a existência de substâncias químicas no solo, nos alimentos ou no nosso organismo, por si só, não é indicadora de perigo. O que interessa saber é qual a substância e qual a quantidade. Por outras palavras, o que faz o veneno é a dose. Isto é verdade para qualquer substância, quer estejamos a falar de produtos sintetizados ou de produtos naturais. Existem valores tabelados para a ingestão segura de determinados compostos. Apenas quando os valores ultrapassam esses limites é que existe risco de toxicidade para o nosso organismo. Abaixo desses valores, podem ser inofensivos ou até mesmo benéficos. 

Exemplo disto, apesar de gerarem com frequência receios, são os aditivos alimentares, reconhecidos pela letra E seguida de um número de três algarismos, na lista de ingredientes de um alimento processado. Por vezes, surgem acompanhados do seu nome químico. Olhando para um exemplo, é normal que tenhamos dúvidas sobre o que estamos a consumir quando vemos “E 300 – ácido ascórbico”. Estranho, não é? Mas esse é o nome da vitamina C, que é adicionada às carnes para evitar que fiquem rançosas.”



                                                       E 300 - Ácido ascórbico


“Não é de todo impossível que um aditivo que se pensava ser seguro possa, por exemplo, provocar efeitos adversos em algumas pessoas mais sensíveis, como reações alérgicas, por exemplo, mas muitos destes compostos são utilizados para garantir a segurança dos alimentos e evitar intoxicações alimentares, não servem apenas para tornar os produtos mais saborosos e apresentáveis. Portanto, existe também uma componente de risco-benefício a ser considerada. 

Aproveitando-se da narrativa simplista de que os produtos artificiais são, por inerência, mais perigosos, o mercado apresentou os produtos naturais como a solução para todos os receios e desconfianças. Mas os produtos naturais, vendidos como alternativas, não são necessariamente mais seguros. Desde produtos naturais nocivos a produtos que de natural nada têm, a oferta é variada.”


Este artigo só nos demonstra como podemos facilmente ser enganados! E como a ignorância pode ser a nossa maior inimiga.

(Excertos do artigo publicado na VISÃO 1286 de 26 de outubro)


Adriana Gonçalves
Adriano Martins 
Daniela Rodrigues
Inês Cabrita
    12º N1/N2



sábado, 3 de fevereiro de 2018

Universidades portuguesas: um exemplo de uma boa formação na Química



Adrián M.T. Silva é licenciado em Engenharia Química pela Faculdade de Ciências e Tecnologias na Universidade de Coimbra (1999). Também lá tirou o seu doutoramento em Engenharia Química em abril de 2005. Parte da sua tese foi conduzida no Instituto Nacional de Química da Eslovénia, com a supervisão do Prof.ºJanez Levec. Antes da obtenção do seu doutoramento, foi empregado por uma empresa portuguesa (onde trabalhou de junho de 2004 a abril de 2005). Em setembro de 2006, era um pós-doutorado investigador da U. Coimbra e técnico na U. Crete, na Grécia. Após isto, durante dois períodos distintos trabalhou como investigador auxiliar na U. Porto. 
É co-autor de mais de 400 publicações, incluindo 1 livro, 11 capítulos de livros ou em colectâneas com revisão por pares, mais de 130 publicações em jornais e mais de 250 comunicações em processos de conferência. Para além de muitas outras coisas, junta-se ao seu curriculum o facto de ser co-inventor com um pedido de patente. O seu conhecimento é focado na preparação, caracterização e aplicação de nano e macro estruturação de materiais para separação e engenharia de reação. 
Recebeu o prémio "Premio al Investigador Joven" da Ibero-americana Federação das Sociedades de Catálises em setembro de 2016 e "Prémio Ramôa Ribeiro" da Divisão de Catálise e Materiais Porosos em maio do mesmo ano, de entre um total de 9 prémios.
Foi líder de equipas em 8 nacionais e internacionais projetos de investigação e membro em 10 outos projetos.
Desde junho de 2016 que é um dos editores da revista Elsevier Applied Catalysis B: Environmental (considerada a melhor nas categorias de engenharia e meio ambiente.)

Mas... o que é a catálise?
Catalise é a designação dada para o aumento da velocidade de uma reação com recurso a um catalisador.
Os catalisadores são usados na química, bioquímica e na atividade industrial. 
Na química estes são usados em laboratório para que possam ser estudados de modo a permitirem obter avanços científicos ou para que se possa explicar como se comporta determinado catalisador em determinada reação. Na bioquímica associa-se esse conhecimento químico à biologia e assim se pode explicar, a título de exemplo, a função da saliva na digestão ou do suco gástrico. na atividade industrial, como já seria de esperar, "tempo é dinheiro" e cremos não ser necessário termos de nos alongar quanto a isso.
Existem 2 tipos de catálise relativamente à homogeneidade: a homogénea (onde só se verifica uma fase) e a heterogénea (onde se distinguem as 2 fases)



Fonte: https://lsre-lcm.fe.up.pt/person/35

Adriana Gonçalves
AdrianoMartins
Daniela Rodrigues
Inês Cabrita
12ºN1/N2