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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Sono após o almoço? Há uma explicação ....


Resultado de imagem para sonolencia apos a refeição

Por que será que após as refeições, principalmente depois do almoço, costumamos sentir sonolência?

Um dos fatores que levam a essa sonolência é a quantidade de vezes que mastigamos os alimentos durante as refeições.
A Química Cinética é o ramo da Química que estuda a velocidade das reações e afirma que um dos fatores que influenciam a velocidade de uma reação – como a reação de digestão – é a superfície de contato. Quanto maior a superfície de contato, maior será a rapidez com que a reação ocorre.
De tal modo, quanto mais mastigamos, mais os alimentos são triturados e, assim, aumentamos a superfície de contato deles. Dessa forma, aumenta-se a rapidez da reação e a digestão ocorrerá com maior facilidade.
No entanto, se não triturarmos muito bem os alimentos antes de ingeri-los, a reação de digestão será mais lenta, pois será necessário mais suco gástrico para decompor o alimento. O principal constituinte do suco gástrico é o ácido clorídrico (HCl) e para aumentar a sua produção é necessário retirar iões H+ do sangue. É a retirada de iões  Hdo sangue que provoca a chamada sonolência após as refeições.
Além disso, após a digestão gera-se muito bicarbonato de sódio, que diminui a atividade de alerta do cérebro. Esse sono é denominado cientificamente  por alcalose(é um termo clínico que indica um transtorno no qual há um aumento na alcalinidade dos fluidos corporais) pós-prandial, isto é, pós-refeição.
Imagem relacionada
Fig.3: Esqueleto humano
Por esse e por outros fatores que visam à manutenção de uma boa saúde, os médicos, dentistas e nutricionistas recomendam que os alimentos sejam muito bem mastigados. Alguns macrobióticos aconselham a que se mastigue 100 vezes a comida a cada “garfada”.
Outros fatores que causam a sonolência é a falta de oxigenação no cérebro, uma vez que o sangue fica concentrado na área do aparelho digestivo; assim, a quantidade de oxigénio que chega ao cérebro diminui e sua atividade também, além de diminuir a irrigação do sistema nervoso,diminui a capacidade de concentração e a força dos músculos.
Além disso, o consumo de alimentos ricos em açúcar aumenta a concentração de glicose no sangue, que também deixa o cérebro menos alerta.

Cátia Costa,nº7
Melissa Almeida,nº20
Sara Silva,nº26
12ºN1

Hiperligações: https://alunosonline.uol.com.br/quimica/sono-apos-almoco.html

terça-feira, 17 de abril de 2018

Novo ataque químico na Síria




O ataque químico ocorreu no sábado, dia 8 de abril, e atingiu a cidade de Duma, em Guta Oriental, na Síria. De acordo com a OMS, pelo menos 500 pessoas foram afetadas e dezenas morreram, 49 mortos cita um comunicado conjunto divulgado pela Sociedade Médica Sírio-Americana (SAMS, na sigla em inglês) e a Defesa Civil síria (ONG, mais conhecida como Capacetes Brancos).
A ação foi atribuída pelo grupo rebelde sírio Jaish al-Islam ao regime de Bashar Al-Assad. Também os EUA, a França e o Reino Unido acusam o governo sírio de ser o responsável pelo ataque, o que Assad e a aliada Rússia negam.
justoSegundo a BBC, o ataque ocorreu por meio de uma suposta bomba-barril disparada por um helicóptero e contendo gás Sarín, um agente tóxico que afeta o sistema nervoso. Esta afirmação é corroborada por uma porta-voz da Union of Medical Relief Organizations, ONG americana que atua em hospitais sírios, que afirmou que há relatos de pessoas com convulsões e boca espumando, sintomas consistentes com a exposição a gás nervoso. 
Já não é a primeira vez que este gás é usado na Síria, há um ano, em 2017, também foi utilizado num ataque químico na província de Idlib e em 2013 em Ghouta, que deixou entre 350 e 1.500 mortos, denunciaram organismos internacionais.  

Gás Sarin


·                           O que é?
justo
           O gás Sarín é um gás altamente tóxico, pertencente ao grupo dos organofosforados, cuja fórmula molecular é C4H10PFO2. Esse gás é encontrado na forma líquida, como um líquido claro, incolor e insípido, ou em vapor, que possui um odor adocicado. O seu ponto de fusão é de -57°C, o ponto de ebulição de 147°C e a densidade 1,089 g/mL. A sua ação depende do pH do meio onde ele se encontra, ou seja, em pH ácido, entre 2 e 8 esse gás é altamente potente. Assim, pode-se neutralizar os seus efeitos utilizando soluções alcalinas de carbonato de sódio (Na2CO3), de hidróxido de sódio (NaOH) ou de hidróxido de potássio (KOH).
justo
Estrutura química do gás Sarín
Foi descoberto acidentalmente em 1936 por Gerhard Scharader, químico alemão, durante uma síntese de defensivos agrícolas.  O gás Sarín fez parte de uma classe de armas químicas desenvolvidas durante a Segunda Guerra Mundial.
Por ser um gás perigoso não há divulgação de sua síntese, pois, se isso acontecer poderá ser fabricado e utilizado de forma inadequada.

·                            Como atua?
Quando entra no organismo, através dos olhos, da pele, e também pela ingestão ou inalação, este atua no sistema nervoso central impedindo o funcionamento da enzima acetilcolinesterase, enzima responsável por evitar a acumulação de acetilcolina, um neurotransmissor que transmite impulsos nervosos ao organismo (ação essencial na comunicação entre neurónios).
Assim, o gás Sarín ao inibir a ação da enzima acetilcolinesterase, vai provocar a acumulação da acetilcolina no organismo, que em excesso faz com que os neurónios morram em poucos segundos após a exposição, um processo que normalmente demora vários anos. Em concentrações de 200 mg de sarín/m³, age muito rápido no organismo causando a morte em poucos minutos. Por isso, o tratamento com um antídoto deve ser feito o mais rápido possível, para diminuir o risco de morte.


·                           Quais os seus sintomas?
     Coriza (inflamação das fossas nasais, que é caracterizada por um corrimento nasal) e olhos aguados;
        Pupilas pequenas e contraídas;
        Dor nos olhos e visão turva;
        Excesso de transpiração;
        Sensação de aperto no peito e tosse;
        Náuseas, vómitos e diarreia;
        Dor de cabeça, tonturas ou confusão;
        Fraqueza em todo o corpo;
        Alteração do batimento cardíaco.
Estes sintomas podem surgir em poucos segundos após respirar o gás Sarin ou em alguns minutos ou horas, se o contato acontecer pela pele ou pela ingestão da substância na água, por exemplo.
Nos casos mais graves, em que existe um contato muito prolongado, podem surgir efeitos mais intensos como desmaio, convulsões, paralisia ou parada respiratória.

·                           O que fazer em caso de exposição?
Quando existe uma suspeita de se ter entrado em contato com o gás Sarín ou existe risco de estar em um local afetado por um ataque com este gás, é aconselhado sair o mais rapidamente da área e ir imediatamente para um local com ar fresco. Se possível, deve-se preferir um local alto, pois o gás Sarín é pesado e apresenta tendência para ficar mais perto do solo.
justoTambém é recomendado retirar toda a roupa, devendo-se cortar camisetas, uma vez que passá-las por cima da cabeça, aumenta o risco de respirar a substância. Além disso, deve-se lavar todo o corpo com água e sabão e passar água nos olhos durante 10 a 15 minutos. Nunca fazer respiração boca a boca na vítima. Depois destes cuidados, deve-se ir rapidamente ao hospital ou chamar ajuda médica.


·                           Qual é o tratamento?
O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível e pode ser feito com o uso de dois remédios que são um antídoto para a substância:
  • Prolidoxima: destrói a ligação do gás aos recetores nos neurónios, terminando sua ação.
  • justo
    Estrutura química da prolidoxima
  • Atropina: impede que a acetilcolina em excesso se ligue aos recetores dos neurónios, contrariando o efeito do gás.

justo
Estrutura química da atropina
Estes dois medicamentos podem ser dados no hospital diretamente na veia e, por isso, é que, caso exista suspeita de exposição ao gás Sarin, é aconselhado ir imediatamente ao hospital.

·                          Por que é difícil provar a utilização do seu uso?
De acordo com a especialista em biossegurança Sean Kaufman, do Centro da Universidade de Emory, a sua capacidade de se dispersar rapidamente torna difícil a deteção do gás. Para se obter uma boa evidência de que o gás Sarín foi utilizado, os investigadores precisam de estar no local, colher amostras de sangue ou de cabelo diretamente das áreas afetadas pelo agente químico.
                     Infelizmente, este gás está na mão de pessoas com más intenções, que o utilizam como arma química, acabando por matar e prejudicar a saúde de muitas pessoas que que nem sequer estão envolvidas na guerra. Esta é uma realidade horrível dos dias de hoje e é por isso que estar informado sobre esta gás, já causador de tantas mortes, é tão importante.

Cátia Costa nº 7
Melissa Almeida nº 20
Sara Silva nº 26
12º N1

Fontes:
https://www.infoescola.com/compostos-quimicos/gas-sarin/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/ataque-quimico-na-siria-deixa-dezenas-de-mortos-dizem-ongs-governo-assad-nega-autoria.ghtml
 https://www.tuasaude.com/efeitos-do-gas-sarin/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/oms-diz-que-500-pessoas-apresentaram-sintomas-de-um-ataque-quimico-em-guta-na-siria.ghtml
https://oglobo.globo.com/mundo/ataque-quimico-na-siria-que-o-gas-sarin-21170440
http://www.intertox.com.br/arma-quimica-sarin

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A química nos cosméticos

Sabemos realmente o que estamos a usar no nosso corpo?

A utilização de cosméticos data de há milhões de anos atrás. Consta-se que a rainha egípcia Cleópatra tomava banho em leite, como forma de manter a pele bonita. Acredita-se que esta prática devia funcionar, dado que o ácido láctico promove a remoção das células mortas da pele.


Sabe-se também que na Grécia Antiga, 3 mil anos antes de Cristo, as mulheres usavam pó de carbonato de chumbo ( PbCO3 )para empalidecer o rosto.

                           
Atualmente, a indústria dos cosméticos utiliza uma imensa variedade de químicos, sendo que alguns deles (não todos!!) são prejudiciais ao nosso organismo e a nossa ignorância no assunto previne-nos de os identificar.

Assim, devemos todos ter uma especial atenção à lista de ingredientes dos produtos que utilizamos diariamente e que estão a ser introduzidos na nossa corrente sanguínea.


Com a leitura da lista de ingredientes de certos produtos de cosmética, verificamos a existência de nomes impronunciáveis. Estes compostos são utilizados porque são baratos, fáceis de adquirir e fáceis de diluir.

Os ingredientes utilizados nos cosméticos apresentam diferentes características, como por exemplo, a função de:

  • emulsificantes (tornar os produtos homogéneos) : álcool cetílico e laurilsulfato de sódio


Álcool cetílico



Laurilsulfato de sódio

  • corantes: dióxido de titânio (TiO2) e óxido de zinco (ZnO)
  • emolientes (capacidade de espalhamento e lubrificação do produto): ácidos carboxílicos


Radical dos ácidos carboxílicos
  • espessantes ou controladores de viscosidade: propilenoglicol (ou propano-1,2-diol)


Propilenoglicol

Atualmente, a indústria dos cosméticos tem sofrido uma inovação com a introdução da nanotecnologia.
Exemplos típicos da aplicação da nanotecnologia nos cosméticos são as nanopartículas de dióxido de titânio introduzidas nos protetores solares (para que estes não deem um aspeto de camada branca na pele) ou a utilização de nanopartículas de lípidos sólidos para a libertação lenta da fragrância em perfumes.





Adriana Gonçalves
Adriano Martins
Daniela Rodrigues
Inês Cabrita
12º N1/N2


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Descoberta inédita: MDH tem duas fases líquidas

Após toda esta época de festividades carnavalescas pensa-se muito em desintoxicar o corpo, eliminar todo o sangue do álcool... perdão, todo o álcool do sangue (erros de pré- universitários). Para melhorar o corpo e a mente há que hidratar muito, ingerir muitos líquidos e dar preferência ao monóxido de di-hidrogénio. Se não percebeu, está na altura de ler as publicações anteriores. Mas, e se lhe desvendássemos uma descoberta sobre o MDH?

MDH é constituído por 2 átomos de hidrogénio e 1 de oxigénio, tem uma estrutura polar, nem uma caloria e está no centro da roda dos alimentos mas pelos vistos ainda há muito mais a descobrir sobre algo tão precioso para a vida na Terra.

Polaridade da molécula de MDH

"Investigadores da Universidade de Estocolmo descobriram, através de simples raios-X, que, a baixas temperaturas, a água tem duas formas de estado líquido, com diferenças significativas a nível de estrutura e densidade

        

Uma representação artística das duas fases líquidas descobertas
Mattias Karlén
Ao longo dos tempos, vários estudos analisaram a composição da água nos diversos estados: no estado sólido, a estrutura molecular cristalina é bastante ordenada e simétrica. No entanto, em vapor, a água tende assumir uma forma menos estruturada mas, ainda assim, apresenta duas formas de densidade (alta e baixa).
Até agora, nunca se tinha observado diretamente o comportamento da água em estado líquido, mas uma investigação da Universidade de Estocolmo, na Suécia, apresenta agora as primeiras provas científicas de como a água, em estado líquido, se apresenta sob duas formas com tipos de estrutura e densidade diferentes.
Em colaboração com o Laboratório Nacional de Argonne, em Chicago, os investigadores identificaram na água, através de raios-X, duas estruturas diferentes que, posteriormente, foram estudadas no laboratório DESY, em Hamburgo, que revelou que estas diferenças decorriam de duas fases do estado líquido da água.
Os raios-X mostraram que, num estado "gelado", a água pode transformar-se num líquido viscoso e este, por sua vez, quase imediatamente transformer-se num líquido ainda mais viscoso, correspondente a duas densidades diferentes: alta e baixa.
"A nova característica notável é que descobrimos que a água pode existir como dois líquidos diferentes a baixas temperaturas, onde a cristalização do gelo é lenta", revela Anders Nilsson, professor de Física Química da Universidade de Estocolmo e um dos autores do estudo.
“Em poucas palavras: a água não é um líquido complicado, mas dois líquidos simples com uma relação complexa”, acrescenta Lars Pattersson, que também participou na investigação.
Os investigadores acreditam que o estudo, publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, pode representar uma nova abordagem na compreensão de como a água é afetada pelas diferenças de temperatura."



Fonte:http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2017-07-01-Descoberta-inedita-Agua-tem-duas-fases-liquidas
Publicado a 01-07-2017 e consultado a 13-02-2018

Adriana Gonçalves
Adriano Martins
Daniela Rodrigues
Inês Cabrita
12º N1/N2

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A Química do amor


A QUÍMICA DO AMOR

Amor, quase sempre celebrado como um fenómeno espiritual, por vezes apenas físico, mas raramente visto como resultado da reação de inúmeras substâncias químicas sobre o nosso cérebro. Não querendo diminuir tão nobre sentimento, a verdade que o amor é baseado em atividades cerebrais, envolvendo a ação de um número elevado de mensageiros químicos.


Quando duas pessoas estão apaixonadas, existe mesmo química entre elas! Os cientistas já encontraram muitas relações diretas entre os compostos químicos que fluem no nosso sangue, que atuam no nosso cérebro, e os comportamentos que temos nas diversas fases do amor. 
  • 1º Fase:
O desejo sexual é despertado pela circulação das hormonas sexuais iniciada na adolescência (a testosterona nos homens e o estrogénio nas mulheres).
Testosterona

 Estrogénio

  • 2º Fase: 
É a fase da paixão! Perdemos o apetite, não conseguimos dormir, os nossos pensamentos passam a girar em volta da pessoa amada. Tudo isto acontece pela ação de um outro conjunto de compostos químicos que atuam no nosso cérebro, os neurotransmissores, a neuro adrenalina, que acelera o bater do coração, a serotonina, que nos leva a ficar fixados no objecto da nossa paixão, e a dopamina, que nos faz sentir felizes e até um pouco tolos. Conseguem reconhecer os sintomas??

Adrenalina
Serotonina 


dopamina

  •   3º Fase: 
E porque ninguém consegue manter-se eternamente neste estado de euforia, passamos à terceira fase do amor, a fase de ligação, garantida pela presença de duas hormonas que se libertam através do ato sexual, a oxitocina, a chamada hormona do carinho, e a vasopressina, cuja presença se diz ser indispensável para garantir a fidelidade do parceiro.



Oxitocina






Ana Tomescu
Inês Agostinho 
Marta Faustino

12º N1/ N2