sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Obturações Dentárias também se podem comportar como pilhas?




Obturações Dentárias


Alguma vez sentiste um choque quando encostaste qualquer objecto de metal, como um garfo,uma  colher, papel alumínio (utilizado para embalar balas) etc..., numa obturação? Se respondeste que sim, pode-se dizer que a tua boca já funcionou como uma pilha... 


É estranho, mas o que ocorre na nossa boca segue o mesmo princípio das pilhas comuns. A amálgama, massa utilizada pelo dentista para preencher a cavidade no tratamento dentário, é composta por vários metais (Sn, estanho; Ag, prata; Hg, mercúrio), que ao entrar em contacto com um garfo (ferro) ou papel alumínio, cria-se uma corrente eléctrica pequena. 

Por isso sentimos aquela dor aguda. Neste caso, a amálgama funciona como cátodo e o ferro/alumínio como ânodo. Um auxiliar importante para que isso ocorra é a saliva que funciona como ponte salina, mantendo o equilíbrio das cargas.

Em química, estudamos dois grandes tipos de células: a galvânica e a electrolítica. Sendo que a célula galvânica transforma energia química em eléctrica, enquanto que a célula electrolítica  transforma a energia eléctrica em química.  
Esquema das diferentes células e as suas reacções.

No caso das obturações dentarias, estamos perante uma célula galvânica. 

Ana Tomesco
Inês Agostinho 
Marta Faustino 

12 N1/N2

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Química por detrás da serie Game of Thrones


O Fogovivo de “Game of Thrones”: será apenas um mito ou realmente existiu?



 Todos nós conhecemos ou ouvimos falar da serie Game of Thrones. Contudo, existem alguns factos químicos por detrás da história. Por exemplo: 

Segundo o livro A History of Greek Fire and Gunpowder, dos historiadores J. R. Partington e Bert S. Hall, o fogovivo, retratado em Game of thrones, tido por muitos como mito, realmente existiu!



 Apesar de todo drama e fantasia que esta série nos apresenta, também existe ciência por trás de umas das armas mais temidas da série, o Fogo Vivo. Este, historicamente, teria surgido em Constantinopla, capital do Império Bizantino por volta do século 7. 

Após o declínio do Império Bizantino, a fórmula original também teve o seu fim, morrendo com o império por volta do século 14. Este ficou conhecido como o fogo que não podia ser apagado, o fogo invencível. No entanto há relatos históricos que falam que era possível apagar essa chama com areia, vinagre e urina.

Hoje, com o avanço da química é possível fazer uma solução parecida com o Fogo Vivo da série. A experiência do Teste de Chamas, quando se utilizava o elemento Boro [B] era notável que a chama contendo este elemento se tornava verde devido a excitação dos electrões e decaimento dos mesmos liberando luz para retornar a seu estado fundamental. 

Diferentes cores que a chama apresenta dependente do elemento químico. ( Teste da chama)




  
O Boro é um elemento do grupo dos não-metais, mais precisamente do grupo 13 e encontra se no segundo período da tabela periódica. Possui número atómico 5. A configuração electrónica é 1s2 2s2 2p1


Podemos tentar recriar a tal arma mística utilizando um composto chamado Borato de Trimetila, onde a sua combustão gera algo semelhante ao visto na série.

Apesar da fantasia que vemos em Game of Thrones, e outras produções, há sim, sempre ciência por de trás.

Ana Tomesco
Inês Agostinho 
Marta Faustino 

12N1/N2




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Colher no topo da garrafa segura o gás da bebida?


Colher no topo da garrafa segura o gás da bebida?

Já é costumo que o povo crie uma data de receitas caseiras para a solução dos nossos problemas. Agora, a pergunta que sempre colocamos é se é verdade ou mentira…


Neste caso, fala-se que ao colocar uma colher de bico na garrafa de uma bebida com gás faz com que esta mantenha as tais “bolinhas”

Bebidas como refrigerantes, água com gás, cerveja, entre outros… são denominadas como gaseificada… isto é, têm uma grande quantidade de dióxido de carbono (CO2) dissolvido enquanto a embalagem está fechada.


Após a abertura, o CO2 passa para o estado gasoso e escapa-se da embalagem, o que acaba também por modificar o sabor da bebida.

 Contudo, o químico Emiliano Chemello, garante: colocar uma colher no topo da garrafa não evitará a saída do gás.

Professor de química do Curso Positivo, de Curitiba (PR), Giba Lavras recorre a uma lei da química para explicar este fenómeno. "A Lei de Henry diz que os gases são mais solúveis no frio e em alta pressão", resume.

 Como dentro do refrigerante a pressão é maior do que a atmosférica, o gás fica dissolvido no líquido - mais ainda se a bebida estiver gelada. "Quando destampa o refrigerante, diminui a pressão e a solubilidade do gás no líquido. Então, a tendência do gás de dióxido de carbono  é escapar em forma de bolhinhas. 


Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/educacao/infograficos/quimica-na-cozinha/

Ana Tomescu Inês Agostinho Marta Faustino 12 N1/N2


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Investigadora do Porto cria baterias mais seguras e duradouras

O grupo da Marta Faustino, da Inês  Agostinho e da Ana Tomescu  está, no seu trabalho de investigação, a desenvolver a temática “Química e a indústria” e selecionaram uma notícia que divulga o trabalho desenvolvido por uma investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto sobre uma bateria sólida mais segura do que as "tradicionais", evitando curto-circuitos e explosões, capaz de armazenar mais energia, "não poluente" e produzida com materiais ecológicos.

Data da notícia 11/05/2017

Uma investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto desenvolveu uma bateria sólida mais segura do que as "tradicionais", evitando curto-circuitos e explosões, capaz de armazenar mais energia, "não poluente" e produzida com materiais ecológicos.

Esta inovação surge "da necessidade de se fazerem baterias seguras, sem eletrólito (substância que se dissolve para originar uma solução que conduz eletricidade) inflamável, que é, atualmente, utilizado nas baterias de ião lítio", disse à Lusa a investigadora do Departamento de Engenharia Física da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Maria Helena Braga, responsável pela investigação.

Estas baterias agora desenvolvidas, para além dos elétrodos sólidos, encontrados também nas baterias de ião de lítio, têm um eletrólito em vidro, que impede a formação de dendritos (curto-circuitos internos).

De acordo com a investigadora, nas baterias de ião de lítio, os dendritos "crescem como lanças", atravessando o separador que divide os dois elétrodos sólidos e fazendo um curto-circuito que vai aquecer a bateria levando, eventualmente, à sua explosão.

Estas baterias agora desenvolvidas, para além dos elétrodos sólidos, encontrados também nas baterias de ião de lítio, têm um eletrólito em vidro, que impede a formação de dendritos (curto-circuitos internos).

Tem ainda a vantagem de poder operar em temperaturas muito baixas, outro benefício relativamente às baterias de lítio atuais.

Maria Helena Braga, 45 anos, publicou pela primeira vez sobre a tecnologia de eletrólitos de vidro em 2014, quando desenvolvia investigação na FEUP, tendo recebido, nessa altura, um contacto do investigador norte-americano da Universidade do Texas (Austin, Estados Unidos), Andy Murchison, que conhecia bem John Goodenough, o inventor das baterias de iões de lítio, com o qual foi "desafiada" a trabalhar.

"Durante um ano vim muitas vezes a UT-Austin e, em fevereiro de 2016, pedi equiparação a bolseiro para fazer trabalho em baterias com lítio-metálico que não podia fazer na FEUP", referiu, acrescentando que, até julho, o objetivo "é aproveitar" esta estada nos EUA e a "possibilidade de trabalhar de perto com tecnologia e equipamento de ponta".

Segundo a investigadora, as razões que a levaram a desenvolver este projeto em Austin devem-se ao facto de, na altura em que foi iniciado, não ter um laboratório na FEUP nem uma caixa de luvas com as quais pudesse trabalhar em atmosfera de gás inerte, com metais como o lítio e o sódio, que são "muito reativos ao ar".

A investigação, iniciada em 2013, conta, atualmente, com a colaboração dos investigadores Joana Espain, do Departamento de Engenharia Física da FEUP, e com o Jorge Ferreira, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

Segundo um comunicado divulgado recentemente pela Universidade do Texas, apesar de os anúncios sobre novas tecnologias de baterias serem frequentes, esta investigação está a ser vista como muito sólida e a tecnologia anunciada tem fortes possibilidades de ser industrializada rapidamente.

A especialista, que vai continuar este projeto quando regressar a Portugal, é formada em Física do Estado Sólido e Ciências dos Materiais, doutorada em Engenharia Metalúrgica e Materiais, na Universidade do Porto, e professora auxiliar no Departamento de Engenharia Física da Universidade do Porto, desde 2002.

Entre 2008 e 2011 trabalhou nos "Los Alamos National Laboratory", nos Estados Unidos, tendo, até à data, nove patentes e mais de 40 artigos publicados em revistas internacionais.
 John Goodenough, considerado o pai das baterias de iões de lítio e Maria Helena Braga, investigadora da FEUP

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Nanotecnologia na química.


Nanotecnologia na química

Alguma vez pensou na importância que a nanotecnologia tem no nosso dia-a-dia? Pois bem… nós explicamos!

Nanotecnologia é o entendimento e controle da matéria em nano-escala, em escala atómica e molecular. Ela atua no desenvolvimento de materiais e componentes para diversas áreas de pesquisa como medicina, electrónica, ciências, ciência da computação e engenharia dos materiais.

Apenas com a definição, nós já percebemos que é bem mais comum e importante com que todos nós achávamos!

Os produtos produzidos através da nanotecnologia química já estão a circular no mercado há algum tempo. Temos assim alguns exemplos de produtos com nanotecnologia:

Protectores solares que possuem nano-partículas de óxido de zinco que são utilizados para proteger a pele dos raios ultravioletas tornando também o produto mais eficiente na absorção da pele;


Produto não entra na corrente sanguínea, diminuindo riscos para saúde.


As embalagens com nano-partículas de prata para alimentos a vácuo também é outra tecnologia nano, pois protege os alimentos de bactérias.


O próprio processo de fabricação desses produtos e alimentos traz o engenheiro químico com principal envolvido na produção, além desses produtos a nanotecnologia também está envolvida na produção e manipulação de novos medicamentos, para doenças que até então ainda não tinham apresentado cura ou diminuição de sintomas.

 A nano medicina é a denominação dada à junção da medicina e da nanotecnologia. Em suma a nano medicina consiste em usar nano partículas, nano robôs e outros elementos em escala nanométrica para curar, diagnosticar ou prevenir doenças.




E a nanotecnologia não fica por aqui, tem muitas mais aplicações na produção de diversos produtos.

A nanotecnologia química tende a crescer cada vez mais pois o mercado pede que novos produtos se apresentem segundo as necessidades do homem, quanto mais tecnologia surge, mais o homem precisa, para se alimentar, se vestir, se proteger de doenças.

Ana Tomesco
Inês Agostinho
Marta Faustino

12N1/N2

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Um dia sem química



Alguma vez já tentou viver um simples dia sem química? Pois bem, é completamente impossível!

A química está na maior parte das coisas do nosso dia a dia. Se pensarmos bem, a lista é gigante e vai desde das coisas essenciais para a nossa rotina  ( por exemplo: água potável, comida, vestuário, pasta de dentes...) até ao que não nos é tão urgente ( por exemplo: televisão, meios de transporte, revistas, jornais...) 

Na Inglaterra, os  alunos da escola ´Harrogate Ladies’ College´ participaram num desafio chamado: " Vida sem química".  Durante 24 horas ((Life Without Chemicals: A One Day Challenge), os alunos não poderiam usar ou consumir algum objeto  que contenha química. Este desafio foi organizado pelo grupo : Yorkshire Chemical Focus.

Dos 150 alunos que participaram, todos concluíram que a química está mais presente na nossa rotina do que tinham consciência . 



Para reforçar esta ideia aqui fica este video: 






Ana Tomesco

Marta Faustino

Inês Agostinho 

12 N1/ N2

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A Química do amor


A QUÍMICA DO AMOR

Amor, quase sempre celebrado como um fenómeno espiritual, por vezes apenas físico, mas raramente visto como resultado da reação de inúmeras substâncias químicas sobre o nosso cérebro. Não querendo diminuir tão nobre sentimento, a verdade que o amor é baseado em atividades cerebrais, envolvendo a ação de um número elevado de mensageiros químicos.


Quando duas pessoas estão apaixonadas, existe mesmo química entre elas! Os cientistas já encontraram muitas relações diretas entre os compostos químicos que fluem no nosso sangue, que atuam no nosso cérebro, e os comportamentos que temos nas diversas fases do amor. 
  • 1º Fase:
O desejo sexual é despertado pela circulação das hormonas sexuais iniciada na adolescência (a testosterona nos homens e o estrogénio nas mulheres).
Testosterona

 Estrogénio

  • 2º Fase: 
É a fase da paixão! Perdemos o apetite, não conseguimos dormir, os nossos pensamentos passam a girar em volta da pessoa amada. Tudo isto acontece pela ação de um outro conjunto de compostos químicos que atuam no nosso cérebro, os neurotransmissores, a neuro adrenalina, que acelera o bater do coração, a serotonina, que nos leva a ficar fixados no objecto da nossa paixão, e a dopamina, que nos faz sentir felizes e até um pouco tolos. Conseguem reconhecer os sintomas??

Adrenalina
Serotonina 


dopamina

  •   3º Fase: 
E porque ninguém consegue manter-se eternamente neste estado de euforia, passamos à terceira fase do amor, a fase de ligação, garantida pela presença de duas hormonas que se libertam através do ato sexual, a oxitocina, a chamada hormona do carinho, e a vasopressina, cuja presença se diz ser indispensável para garantir a fidelidade do parceiro.



Oxitocina






Ana Tomescu
Inês Agostinho 
Marta Faustino

12º N1/ N2

domingo, 7 de janeiro de 2018

Química interior no exterior


Química interior  no exterior


A Química está presente em tudo o que nos rodeia. Vamos explorar de que forma é que ela influencia e de certo modo condiciona tudo o que fazemos, observamos ou interagimos.



Na Tabela Periódica, estão todos os elementos químicos conhecidos. Porém, dentre tantos nomes incomuns, fica a dúvida de onde os podemos encontrar no nosso dia a dia, ou qual é a utilidade para nossa vida. Já pararam para pensar do que é feito nosso corpo? Ou quais elementos químicos estão presentes em nosso organismo?

Entre os 118 elementos existentes, o nosso organismo utiliza 21, que são essenciais para o equilíbrio nutricional e aparecem em maior percentagem no organismo, de forma combinada e nas mais variadas substâncias, desempenhando diferentes funções. É importante destacar o facto de que estas substâncias são continuamente formadas e consumidas a velocidades que podem variar de frações de segundos até anos! Assim, para o bom funcionamento do organismo, destacam-se os seguintes elementos:
Oxigénio (O), carbono (C), hidrogénio (H), azoto (N), cálcio (Ca), fósforo (P), potássio (K), enxofre (S), cloro (Cl), sódio (Na), iodo (I), ferro (Fe), magnésio (Mg), zinco (Zn), cobalto (Co), cobre (Cu), molibdénio (Mo), manganês (Mn), flúor (F), selénio (Se) e crómio (Cr).


Tabela periódica atual (utilizada no exame de FQA)

Existem ainda outros elementos em menor percentagem no corpo humano, como o Alumínio (Al), o Boro (B), o Estanho (Sn), o Silício (Si), o Vanádio (V) e ainda o Ouro (Au) e muitos outros, cuja função no nosso organismo não é ainda totalmente conhecida. O ouro, por exemplo, pode ser encontrado em quantidades mínimas nos rins e no fígado.


Apesar de apresentarem pequenas quantidades, estes desempenham funções muito importantes, como observamos no quadro a baixo:


Elemento           
Função                       
Principais fontes de obtenção
Cálcio
Está presente nos ossos e dentes.
Leite e seus derivados.
Cloro
Presente no sangue e em outros líquidos no corpo humano.
No sal de Cozinha.
Cobalto
Faz parte da composição da vitamina B12.
Ervilhas, Feijão, Espinafre...
Cobre
Se o organismo produzisse toda a energia que precisa de uma única vez, o calor gerado seria tanto que o corpo “pegaria fogo”. O cobre faz com nosso combustível seja liberado aos poucos.
Fígado, nozes...
Cromo
Participa do metabolismo dos açúcares.
Carne de boi...
Enxofre
Participa da composição de algumas proteínas.
Carne, leite, ovos...
Ferro
Componente da hemoglobina, pigmento que transporta oxigênio ao sangue.
Fígados, carnes...
Flúor
Participa do esmalte dos dentes.
Agua...
Fósforo
Indispensável para formação do DNA.
Carnes em geral.
Iodo
Importante para o bom funcionamento da Tireóide.
Ostras, Moluscos, Mariscos...
Magnésio
Tem papel importante no funcionamento dos músculos.
Hortaliças e folhas verdes...
Manganês
Auxilia no metabolismo de açucares e gorduras.
Cereais, nozes...
Molibdênio
O molibdênio ajuda em várias reações químicas que acontecem dentro do organismo.
Trigo, cevada...
Potássio
O potássio é um dos principais responsáveis na contração e no relaxamento dos músculos.
Banana, frutas secas...
Selênio
Auxilia a digestão de óleos e gorduras.
Grãos, cebolas...
Sódio
O sódio é quem regula o balanceamento da água no organismo.
Sal de cozinha.
Zinco
Necessário para o crescimento normal.
Fígado, gema de ovo...






Fonte: (QUÍMICA 2006)

Ana Tomescu
Inês Agostinho
Marta Faustino

12 N1/N2

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Notícia: Cientista português é um dos mais talentosos da Europa



Cientista português na lista dos 21 mais talentosos da Europa

Portugal, apesar de ser um país pequeno, é muito mais do que o turismo, a gastronomia, futebol e fado. Portugal também é um país da ciência!
E uma prova disso mesmo é este jovem, como muitos outros cientistas portugueses. 


Bruno Silva-Santos, 45 anos, do Instituto de Medicina Molecular (Lisboa), foi um dos 21 jovens cientistas eleitos pela Organização Europeia de Biologia Molecular como os mais talentosos da Europa.


Bruno Silva-Santos


A distinção integra-se no EMBO Young Investigator Programme e vai apoiar durante três anos, com 45 mil euros, o trabalho de investigação que o cientista português coordena como diretor da Unidade de Imunologia Molecular do IMM, onde lidera uma equipa de 11 pessoas.
A equipa estuda o desenvolvimento e a função das chamadas células T (que pertencem a um grupo de glóbulos brancos conhecido por linfócitos) nas respostas imunitárias a infecções e tumores, tentando perceber quais são os sinais que estas precisam de receber para desencadear o processo de eliminação das células tumorais ou infectadas por microrganismos.

NOVAS TERAPIAS CONTRA O CANCRO, TUBERCULOSE E MALÁRIA

A meta final desta investigação é contribuir para a conceção de novas estratégias terapêuticas na luta contra o cancro e as infeções crónicas como a tuberculose ou a malária.
"Recebi esta notícia com enorme satisfação. O financiamento é importante, mas este reconhecimento da EMBO abre também à minha equipa o acesso privilegiado a uma série de infraestruturas de investigação, de oportunidades de formação e colaboração científica numa rede notável, com 250 membros", explicou Bruno Silva-Santos ao Expresso.
Bruno destaca ainda o acesso aos Advanced Courses da organização, "que são considerados os melhores cursos a nível europeu", bem como o seu financiamento. E o pagamento pela EMBO das despesas da sua equipa relacionadas como a participação em seminários científicos no estrangeiro.
A EMBO, a que Portugal pertence, é uma organização de cientistas europeus que promove a excelência nas ciências biológicas na Europa, envolvendo várias revistas de prestígio internacional e programas de financiamento à investigação que apoiam anualmente centenas de cientistas.

SEGUNDO PRÉMIO DA EMBO
Em 2006 o cientista já tinha sido galardoado pela EMBO com um Installation Grant de 250 mil euros em cinco anos, para montar um laboratório no IMM. Bruno ficou na altura entre os primeiros classificados de uma lista de 74 candidatos de toda a Europa.
"Ainda estou a usufruir deste prémio até 2011, o que significa que vai haver uma acumulação com o financiamento de 45 mil euros conseguido agora para desenvolvermos o nosso trabalho nesse laboratório", esclarece o jovem investigador, que tem artigos publicados nas revistas Science, Nature e Nature Immunology.
Curiosamente, esta distinção internacional é a quarta atribuída a investigadores do IMM em Novembro. "Estas distinções mostram que estamos na vanguarda da investigação biomédica, reconhecimento que adquire um significado ainda mais relevante nos tempos difíceis que o país atravessa", afirma Maria do Carmo Fonseca, directora executiva do Instituto de Medicina Molecular.

Ana Tomescu
Inês Agostinho
Marta Faustino
12N1/N2
Fonte: http://expresso.sapo.pt/sociedade/cientista-portugues-na-lista-dos-21-mais-talentosos-da-europa=f617974

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Química no dia a dia


Porque choramos ao cortar cebola? 



Basta cortar uma cebola para a choradeira começar?! E não é drama, não. Alguma vez se perguntou, enquanto cozinhava: Por que a cebola provoca lágrimas?
Pois bem, a química responde de uma forma muito simples:
Das várias substâncias voláteis que estão presentes na cebola, uma delas é o Dissulfeto de Alila.





Fórmula química do Dissulfeto de Alila


Essa substância provoca irritação dos olhos, ou seja, quando realizamos o corte da cebola o Dissulfeto de Alila é libertado e chega até aos olhos provocando lágrimas.
Esta substância sofre a ação de enzimas e é transformada no fator lacrimejante, que irrita os olhos e induz a produção de lágrimas em abundância. Por isso é que choramos com as cebolas. 

O Dissulfeto de Alila (H2C=CH-CH2-S-S-CH2-CH=CH2) é um líquido de odor penetrante, com ponto de fusão de 139ºC, encontrado também há muito tempo no alho. O radical -CH2-CH=CHrecebeu, por esse motivo, o nome de alila. Os compostos em que ele aparece são ditos alílicos. Este composto é um Ácido Tiossulfúrico.


Os Tiocompostos são substâncias cujas moléculas são formadas a partir da substituição do oxigénio, de moléculas anteriores, pelo enxofre. Ou seja, um ou mais átomos de enxofre deslocam um ou mais átomos de oxigénio por causa da semelhança de distribuição eletrónica (ambos possuem 6 eletrões de valência, pertencem ao grupo 16). Os Tiocompostos são moléculas orgânicas e possuem baixa ocorrência na Natureza.



Propriedades físicas e químicas


Praticamente todos os Tioálcoois são muito leves, voláteis e insolúveis em água. Possuem odor característico e são facilmente percebidos, mesmo em pequenas concentrações. São reativos ao Mercúrio e outros metais de alta massa molecular, formando compostos cristalinos.






Para que a cozinha não se transforme num cenário de novela mexicana, existem alguns truques como: colocar as cebolas no frigorífico antes de cortá-las, pois o frio inibe a actividade da enzima. 
Outra possibilidade é cortar cebolas debaixo de água para evitar que a substância chegue aos olhos.


Ana Tomescu
Inês Agostinho
Marta Faustino
12 N1/N2